procuro-te o cadáver a planar nos rios e mastigo os meses em atraso. é verdade que te esqueci o sorriso à margem das fronteiras e plantei o horizonte e os passos em coma. mas ainda te guardo as balas que nunca soube retribuir e ainda recordo as tintas e os papéis a transbordar de manchas mais longe.
sei os trânsitos por percorrer, os territórios por envelhecer.
procuro-te as formas geladas e todas as diluídas memórias de sexo. reconheço-te a dentição no pescoço e o esqueleto suspenso. se pudesse voltava a levar-te a prata e o rosto pisado, não conseguirias negar o eclipse e o norte em degelo.
nunca me consegui desfazer dos tecidos nem dos blocos de notas, amargos, a soletrar de coisas sérias este momento a fingir.
tudo isto soa a fóssil e tudo isto sabe a sombras e a cinzas e a mortes alheias.
sabes que nunca te voltarei ao colo nem voltarei a levar-te o escuro para onde não o escutes.
não te saberei calar os segredos e não te abraçarei quando o mundo fugir.
hei de te devorar os sonhos quando o resto ceder.















Comments
está... genial, apenas e tudo.
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ver de perto e permanecer
é retroceder e dever ao tempo.
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Eloísa Valdes,
Anthropologist by day, Deviant by night.
`Helewidis & ^estudio aka dA's Bonnie & Clyde
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